Se pararmos para analisar, é assustador a transformação cultural e
econômica que um shopping center desenvolve em uma cidade. A começar pela supervalorização de áreas que
até então eram consideradas “vagas”.
Um dos casos mais famosos sobre essa transformação econômica é o
MorumbiShopping (SP) que foi inaugurado em 1980 em uma região totalmente
desabitada e hoje consolida um dos principais eixos da grande São Paulo. Outro exemplo notório que podemos analisar
foi a chegada do Iguatemi Caxias do Sul no ano de 1996, em uma área pouco
explorada da cidade. A instalação do grande shopping center valorizou as
imediações e conseguiu redirecionar o crescimento do município, até então
concentrado nos bairros centrais. Essa
ascensão que os shopping provocam torna-se um negócio de mão cheia para as
imobiliárias e empreiteiras, que por sua vez acabam explorando
mercadologicamente esta situação.
Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), a
tendência é que os centros comerciais incorporem utilidades para seus
frequentadores, ampliando a gama de serviços, lazer e comodidades. A ideia de um shopping que agregue esses
diversos conceitos surgiu no Japão, através do Roppongi Hills, um complexo
comercial que reúne áreas integradas e proporciona moradia, trabalho, lazer e
compras em um só local. O novo conceito logo chegou nos Estados Unidos, com a
construção do Time Warner Center, um mega shopping localizado em Nova York que,
além do centro de compras, abriga estúdios do canal CNN e um teatro para 1,2
mil pessoas. Essa estratégia de agregar serviços e comodidades aos centros de
compras é a grande sacada do setor, pois aumenta o tempo de permanência dos
frequentadores dentro da área comercial, aumentando o ticket médio de compra.
Esta é uma breve reflexão sobre o impacto que um centro de compras atua
em nosso comportamento, desde hábitos culturais até o desenvolvimento econômico
de uma região. É ampliar e suprir as expectativas dos consumidores em um
conglomerado de conveniências e tornar cada vez mais os shopping centers o
quintal de sua casa. E isso, com certeza resume-se em uma palavra: marketing.
Texto: Rafael
Orso de Oliveira, relações públicas
Fonte: Vizinho Ilustre, Revista Shopping Centers, agosto 2012
Fonte: Vizinho Ilustre, Revista Shopping Centers, agosto 2012

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